O papel de Viroc no Centro Interpretativo do Vale do Tua

O Viroc teve um papel relevante na construção do Centro Interpretativo do Vale do Tua. A intervenção, feita em dois antigos armazéns ferroviários que estavam desocupados na estação do Tua, em lados opostos da linha do Douro, manteve um caráter industrial e pouco monótono graças ao Viroc Cinza. Conheça o projeto neste artigo.

Transformar um espaço preservando a sua memória é sempre um desafio, e fazê-lo na paisagem do Douro é tanto um privilégio como uma responsabilidade. Ambos os edifícios – norte e sul – tinham características distintas dentro do contexto ferroviário, e foi preciso aproveitar essa essência enquanto se adaptavam as suas funções.

Exteriormente, o edifício a sul é agora o espaço de receção e acolhimento do Centro Interpretativo. As tábuas de madeira foram recuperadas uma a uma e manteve-se a leitura do espaço e uma valorização da estrutura original. O edifício a norte é assumidamente mais industrial, com materiais metálicos, desde o passadiço às paredes em zinco canelado.

O Viroc Cinza no interior destes edifícios permitiu que se continuasse a assumir uma arquitetura industrial e crua, além de resolver constrangimentos de estrutura e construção. Estes painéis compósitos combinam a flexibilidade da madeira com a resistência e durabilidade do cimento, o que é particularmente útil para resistir às vibrações provocadas pelo comboio da linha do Douro.

 

 

 

 

A laje de Viroc Cinza que se utilizou para construir uma mezanine foi desenhada para suportar muito peso e o vão extenso de 30 metros. Na face superior aplicou-se um soalho, e na face inferior o Viroc Cinza ficou à vista, conjugando-se bem com a betonilha do pavimento. Também se utilizou Viroc Cinza na antecâmara da entrada do edifício sul, nos tetos falsos exteriores.

Tetos

Mezzanine

O projeto do Centro Interpretativo do Vale do Tua, concebido pela Rosmaninho+Azevedo Arquitetos, foi um desafio estético e estrutural. Por um lado, pretendia-se preservar a essência dos edifícios e o contexto da ferrovia; por outro lado, era fundamental construir com materiais que resistissem e se adaptassem a vibrações. O Viroc Cinza foi escolhido para cumprir os dois objetivos: sobressair como estrutura à vista, com caráter industrial, e conjugar flexibilidade e resistência. No final, acabou por se destacar neste projeto.

Fotografia 
Créditos obra pronta: Luis Ferreira Alves
Crédito obra: Rosmaninho+Azevedo Arquitetos

Partilhe este artigo:

Share on facebook
Share on linkedin

Newsletter