Casa Firjan da Indústria Criativa

O palacete residencial em estilo eclético francês, datado de 1906, que pertenceu à nobre família Lineu de Paula Machado, foi adquirido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, e totalmente restaurado e adaptado para abrigar a Casa Firjan da Indústria Criativa. 

Localizado numa área nobre e movimentada da zona sul do Rio de Janeiro, o Palacete Lineu de Paula Machado e os seus jardins ganharam um anexo contemporâneo e foram transformados num centro de educação e cultura, com um jardim aberto ao público, devolvendo o belo exemplar à vida da cidade. 

O edifício anexo, cujo projeto foi objeto de concurso de arquitetura, lançava o desafio de conceber um edifício moderno que pudesse responder às necessidades do vasto programa do centro da indústria criativa e tecnológica da Firjan e, ao mesmo tempo, integrar-se no ambiente do edifício protegido pela legislação de património cultural e proporcionar um espaço público à população local. 

O projeto vencedor, premiado como Melhor Edifício Novo no concurso anual organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), assinado pelaLompreta Nolte Arquitetos em parceria com o Atelier 77, cria um espaço que liga os seus setores, destaca as atividades, abre-se aos fluxos e áreas públicas e liga o seu interior ao exterior, criando visibilidade, interação e aprendizagem.  

Durante a construção do novo edifício, as árvores de grande porte foram preservadas através da criação de uma praça interior entre a Casa Firjan e o Palacete, que cria um espaço de encontro e permite a leitura das duas épocas de construção.  A geometria do edifício é constituída por dois blocos sobre um único alicerce, ligados no último andar. Os diferentes setores do edifício comunicam através de um percurso que se situa em grande parte na fachada, num ambiente exterior. O vazio criado entre os blocos faz parte deste percurso e forma uma praça elevada para atividades livres dos alunos. 

Outro destaque do projeto são os materiais escolhidos para a construção do edifício. As fachadas, marcadas pela sua transparência, são constituídas por grandes painéis de vidro intercalados com painéis Viroc cinza, o que lhes confere um aspeto convidativo e aberto. As fachadas interiores, viradas para a praça da Casa Firjan e para o Palacete, têm também grandes painéis de vidro, bem como uma segunda “pele” constituída por verticais móveis em madeira, que protegem os espaços internos da luz solar direta, permitindo ao mesmo tempo a visibilidade das atividades internas.  

A versatilidade, resistência e durabilidade do Viroc, aliadas ao aspeto moderno e rústico do betão, fazem com que o painel se integre de forma exemplar às exigências do projeto, que se destaca pelo seu design funcional e atitudes sustentáveis. O painel Viroc à vista também foi utilizado no interior, em paredes e pavimentos, e em algumas zonas do edifício foi maquinado e perfurado para cumprir a função de painel acústico.  

No edifício, podemos ainda encontrar o painel Viroc cinza como muro de vedação que circunda o terreno junto ao edifício. Os painéis que compõem o muro foram maquinados e personalizados, conferindo exclusividade ao projeto. 

Para além da iluminação natural das fachadas envidraçadas e o sombreamento dos brises, o seu sistema de canalização reutiliza águas pluviais e cinzas, e a energia solar é captada para reduzir o consumo de eletricidade. A ventilação natural e os sistemas de ar condicionado económicos completam a eficiência energética do complexo arquitetónico. O projeto foi também distinguido com o segundo lugar no Prémio de Arquitetura Saint-Gobain – Habitat Sustentável na categoria ‘Projeto Institucional’. 

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